" Desde a Primeira vez que te vi."
Débora Avelar.
Eu nunca havia pensado o quanto seria dificil morar aqui, não conheço ninguem e me sinto muito sozinha, amanha vai ser o meu primeiro dia de aula
e desde que cheguei a Volterra percebi que praticamente irei morar sozinha pois meu irmão trabalha muito e nunca fica em casa. Adormeci em meus
pensamentos e acordei com o despertador, hora de enfrentar o medo e tentar conhecer pessoas, me arrumei e desci para a cozinha, não hovia ninguem
só um recado na geladeira que dizia:
" Querida Annye desculpa te deixar sozinha aqui em Volterra,
mas tive que viajar para Londres a trabalho vou ficar por aqui dois meses,
estou te deixando dinheiro na segunda gaveta do armario e em breve
irei depositar mais na sua conta.! Tome cuidado e me mande e-mails,
ha o carro na garagem é seu, um presente de agradecimento por ter
vindo morar comigo.!
Eu te amo. Seu Irmão Richard."
- Ha que legal, estou sozinha em uma cidade que não conheço.
Peguei a mochila e as chaves do carro e sai. No carro enquanto estava a caminho da escola percebi o quanto as pessoas dessa região são bonitas, encostei o carro
para ver se minhas roupas estavam boas e sim estavam, arrumei meus cabelos castanhos claro que estavam um pouco bagunçado e desci. Logo vi a escola, entrei passei
na diretoria me apresentei e fui para a sala, eu estava um pouco palida e com medo de como seria. Não havia muitas pessoas na sala então sentei no canto e fiquei
pensatica, as aulas passaram muito rapidas e ninguem havia vindo falar comigo então ja entendi que serei um pouco excluida. O sinal da hora de ir para a casa tocou
e eu parti.
Quando cheguei em casa, arrumei algumas coisas e peguei um livro para ler, estava sem fome e não havia dever de casa então comecei a ler " Os inocentes ",
um livro lindo e misterioso que eu ja havia lido uma vez, era perfeito o amor que a governanta tinha por aquelas crianças lindas.
Guardei o Livro e logo adormeci, acordei com um dia nublado e um pouco frio, me arrumei e ajeitei a mochila da escola, tomei um café com leite quente e sai. Ao chegar
na escola notei que estava muito mais cheia do que ontem e tinha certeza que iria ficar isolada novamente então segui para a sala, entrei e sentei no meu lugar e logo atras
de mim chegou um garoto alto, branco, com o cabelo castanho escuro e jogado pro lado, os olhos eram da mesma cor que o cabelo resumindo " ele é lindo " pensei eu.
Ele sentou na cadeira da frente onde eu estava sentada e olhou para tras e sorrio pra mim, eu retribui o sorriso e voltei os olhos para o prefessor que estava explicando
sobre etica e moral ( aula de filosofia ), o sinal tocou e eu sai da sala e o garoto me seguio e disse:
- Ola eu sou Phelipe prazer!
- Oi prazer. Annye
nos olhamos um momentos e continuamos a caminhar para fora da escola e continuamos a conversar.
- Voce é nova na cidade não é?
- Sim sou, cheguei a uma semana, vim morar com meu irmão. E voce ja morava aqui?
ele sorrio
- Ja sim, vim para cá com 4 anos de idade mas não tenho amigos aqui, é como se eu fosse invisivel, as pessoas aqui não curtem falar com pessoas mais quietas.
- A entendi, eu acho que ficarei isolada pois sou muito timida.
ele segurou minha mão e disse:
- Não está mais sozinhha, estarei com voce.
Sorrimos e ele pedio meu numero de celular para que pude-se falar comigo mais vezes, me despedi e sai. Entrei no carro e fiquei alguns minutos parada pensando
o quanto ele era simpatico e legal, liguei o carro e fui para casa, cheguei lavei algumas loças e deitei no sofa, e comecei a pensar o quanto seria dificil ficar sozinha
naquela casa, quando meu celular tocou.
- Hei Annye, tudo bem? aqui é Phelipe.
- Oi estou bem e voce?
ele me perguntou sobre mim e eu disse algumas coisas, disse que praticamente morava sozinha, e ele me disse que mora com o Avô pois seus pais haviam morrido
em um acidente e portanto ele havia vindo morar com o Avô. Conversamos e rimos até que ele teve que desligar pois havia de dar remedio ao avô, passei o resto
do dia lendo e ouvindo musica, e depois do jantar fui para o quarto e chegou um Sms.
" Adorei conhecer voce, uma garota linda e simpatica e espero que seja minha amiga! Te Adoro linda. Phelipe."
Eu sorri e não respondi pois estava sem créditos, fiquei horas deitada e quando derrepente meu despertador toca, e mais uma vez eu adormeci em meus pensamentos.
Os dias foram passando e eu e Phelipe estavamos cada vez mais proximos, eu percebi que algo nele era estranho e nunca conseguia descobrir até que certo dia
após a escola, ele veio até minha casa e passamos o dia conversando e de uma coisa eu tinha certeza, eu estava apaixonada por ele mais não podia dizer nada. Phelipe
se aproximou de mim e segurou minhas mãos abaixou a cabeça e disse:
- Annye ja faz um mes que somos amigos e percebi que voce é tudo que eu sempre quis e sei que somos amigos mais eu te amo e tinha que te dizer isso.
eu o abraçei.
- Phe eu, é, eu te amo tambem eu ja não sei ficar longe de voce, voce me faz bem.
ele me deu um beijo na testa e disse:
- Não sei se podemos ficar juntos, tem uma coisa que voce não sabe.
eu olhei assustada
- O que é?
- Annye eu, eu sou um mutante, ta pode parecer estranho mais eu tenho poderes, o poder de velocidade eu corro muito mais rapido do que voce possa imaginar e eu sou
forte e não sinto dor, não quero que se assute mais eu nasci assim.
eu olhei muito assustada e confusa.
- Amor sim isso é estranho mais não é nada que seja do mal então não tem problema, eu vou estar com voce.
ele sorrio, demos um celinho e deitei com a cabeça no colo dele.
- Annye promete que vai ficar comigo mesmo eu sendo assim?
- Claro meu amor, estamos juntos nessa.
- Quando seu irmão volta?
- Acho que daqui um mes.
- Ha então enquanto ele não chega virei todos os dias para ficar com voce, e não te deixar sozinha.
sorrimos e nos olhamos, ele ficou acariciando meu rosto enquanto ficavamos quietos. ele disse:
- Amor?
- Oi? respondi.
- Voce esta feliz por agora estarmos juntos?
- Sim Phe, eu te amei desde a primeira vez que eu te vi, foi lindo como ver um amanhecer na praia e forte como o amor supera distancias, e quando eu te vi senti que
é com voce que eu poderei ser feliz.
Ele sorrio e me abraçou.
- Sem voce não sei o que faria, seria como viver te olhando, querendo e não poder ter, seria como não controlar meus poderes, me dói só de imaginar.
nos olhamos sorrindo, eu ficava encantada cada vez mais por ele, e eu sabia que como eu sou normal, qualquer coisa que me acontece-se eu poderia morrer e com ele
é diferente, ele pode evitar o maximo, quase nada o destrói. As horas passaram e ele foi embora, ja havia escurecido e era um pouco tarde então fiz algo para jantar
e depois subi para dormir, algo me preocupa e sei que é o medo de perder, medo de que ele pude-se me deixar, então adormeci.
Acordei, me arrumei e fui para a escola, quando cheguei ao estacionamento ele ja estava me esperando e então fomos juntos a sala. Conforme o tempo foi passando
nós fizemos amigos e eramos o grupo mais bagunceiro e mais estudioso, eramos eu, phelipe, Cathy, Janys, Phill e Bernardo, passavamos a maior parte do tempo
um na casa do outro, sempre procurando um jeito de nos distrairmos, eu agora moro sozinha, nunca mais vi meu irmão Richard ja se faz oito meses que cheguei,
e desde aquela segunda-feira que ele não volta, resolveu morar em Londres e me liga pelo menos uma vez ao mes.
Depois de ter passado a tarde sozinha pois Phelipe havia de ter ido passar a tarde com o Avô, decidi ir a casa de Cathy mas quando liguei me disseram que ela
havia saido com Phill, então decidi ficar em casa pensando, Cathy era minha melhor amiga mas nunca lhe contei sobre os poderes de Phelipe, nem para ela
nem pra ninguem, o celular toca, era Phelipe.
- Annye amor estou aqui no hospital, meuu Avô faleceu, e eu preciso que voce venha aqui por favor, preciso de voce! ele estava chorando.
- Ah meu deus, to indo para ai agora, te amo.
Desliguei o telefone e corri as escadas e sai com o carro, eu estava desesperada, afinal o Sr. Osmar era como se fosse minha familia sempre cuidou do Phelipe
e de mim, quando me dei conta estava chorando muito e ja havia chegado ao hospital. Entrei desesperada e encontrei Phelipe sentado em uma cadeira chorando
corri e o abracei, a dor que eu estava sentindo era muito forte e ficava imaginando como seria a de Phelipe, estávamos abraçados bem forte e eu disse:
- meu amor. como foi? o que aconteceu?
- Ele estava caminhando comigo pelas ruas la do bairro quando ele me disse para cuidar de voce, e para que eu fosse muito feliz ao seu lado, disse que a dor que
estava sentindo no coração era muito forte e que não aguentava, as ultimas palavras dele foram " eu amo muito você e a Annye." e então caiu.
- oh deus! foi ataque cardiaco?
- Foi sim!
Phelipe estava chorando muito e eu tambem, olhei nos olhos dele e disse:
- Amor temos que ser forte, chegou a hora dele e temos que continuar, ele foi para um lugar melhor e agora deve estar torcendo por nós.
Eu e Phelipe resolvemos uns negocios, preparamos o enterro e passamos alguns dias abalados, eu estava abalada, mais Phelipe estava muito mais, chamei ele
para vir morar comigo, assim iria ser melhor para nóis dois. Os tempos foram passando e ja não estavamos mais tão abalados, voltamos a nossa vida normal
só que agora moravamos juntos, continuamos a sair com nossos amigos e eramos todos felizes juntos!
( não era para ser um conto fantástico, a história que eu fiz não contém a parte que Phelipe é um mutante, só coloquei porque na escola a Professora pedio, e achei que não ficou tão ruim. ) *-*





